segunda-feira, 23 de abril de 2012




A chegada dos autocarros

Com o advento da segunda guerra, dá-se também início aos estudos para a exploração de carreiras de autocarros. Em 19 de Junho de 1937 previa a Carris, no seu plano quinquenal, o estabelecimento de três carreiras com autocarros: Restauradores - Av. Óscar Monteiro Torres, Restauradores - Av. de Berna e Restauradores-Campo de Ourique. Este serviço seria feito por trinta veículos, projectando-se construir uma estação de recolhas nas Amoreiras.

Mas foi só em 1940 que a Carris abriu definitivamente mais um novo capítulo na História dos transportes colectivos em Lisboa.

Iam realizar-se em Lisboa as festas comemorativas da fundação da nacionalidade com a Exposição do Mundo Português, em Belém. A Carris, apesar das dificuldades motivadas pela guerra, conseguiu adquirir em Londres seis autocarros que desde logo foram postos ao serviço daquela Exposição, efectuando carreiras consecutivas entre o Rossio e Belém.

Entretanto, a população da capital aumentava bruscamente, em especial depois da guerra de 1939. A Carris logo se propôs, utilizando os poucos autocarros que então possuía, estabelecer o novo sistema de transportes com o qual pretendia servir, por carreiras regulares, as áreas e arruamentos mais afastados dos eléctricos; estabelecer ligações transversais entre as linhas radiais dos eléctricos; prestar serviço complementar às linhas dos eléctricos nas ocasiões em que a Companhia o considerasse necessário e organizar visitas aos locais e monumentos importantes de Lisboa.

Depois do curto serviço de autocarros em 1941, a direcção da Companhia e o director-geral dos Serviços de Viação ajustaram as condições, a título de ensaio para um serviço provisório de autocarros entre os Restauradores e o Aeroporto, juntamente com um serviço complementar circulatório subordinados, um e outro destinados principalmente a promover em regime de exploração de tarifa única, o descongestionamento dos transportes em carros eléctricos.

O serviço começou em 9 de Abril de 1944 ficando os autocarros finalmente integrados no sistema de viação da capital.

Em 1947 começa-se, na Estação das Amoreiras a construção de uma estação de serviço para autocarros. Pela primeira vez, aparecem nas ruas de Lisboa doze autocarros de dois pisos, provocando o receio e admiração da população. A partir de 1948 e, tal como acontecera com os eléctricos, a inauguração de carreiras de autocarros, não estagnou. A grande afluência do público impunha a aquisição de mais e mais veículos. O novo meio de transporte teve nesse ano o seu maior impulso: nada menos que 107 autocarros vieram aumentar a frota, facto que permitiu aumentar também o número de carreiras.

No fim de 1955 a Carris tinha ao seu serviço 201 autocarros, garantindo 35 carreiras, numa extensão total de 467 quilómetros. Dos 19.168 passageiros transportados passou-se para 74.932.095.

segunda-feira, 5 de março de 2012



A EVOLUÇÃO DOS MEIOS DE TRANSPORTE


O primeiro meio de transporte usado durante milhares de anos era as pernas do homem ou o dorso dos animais para se deslocar.
A necessidade de outro tipo de alimentação, fez com que surgisse a jangada permitindo assim a pesca. Este constitui-se como o primeiro meio de transporte utilizado pelo homem. Com as jangadas surgiu uma evolução de transportes marítimos tais como, a canoa, o barco e as caravelas, sendo estas últimas utilizadas pelos descobridores dos caminhos marítimos.
Antes do aparecimento da roda, os homens já transportavam as suas cargas de rolos de madeira puxados por animais. O que mais tarde veria dar origem ao trenó.
Ao ser inventado  roda no Egipto à 5500 anos, começou-se a construir estradas. Para se movimentar e a utilizar a carroça puxada por animais para  transportar as suas mercadorias. Com o passar do tempo foi melhorando as estradas .quando se chegou ao  tempo dos romanos  atingiu-se a máxima eficiência, em que a sua construção se caracterizava pela solidez e o traçado recto e independentemente do obstáculo que tivesse de ser superado. Quando  surgiu  a bicicleta em França em 1790,em que o conde Siyrac, uniu duas rodas do mesmo tamanho por meio de uma tábua de madeira, onde o condutor se sentava no veiculo que tinha a forma de animais, tais como cavalos, aves ou serpentes.Embora os detalhes fossem pobres.Não possuindo pedais, o veiculo era movimentado apoiado alternadamente os pés no chão. Com o passar do tempo, foram feitas varias alterações, como a colocação de pedais, corrente e pneus com pressão de ar.